Black Friday – Como aproveitar a nova melhor data de venda do varejo digital?

Por Fabrizzio Topper, consultor, professor e empreendedor do e-business nacional.

Bom, já que a ideia é tirar o melhor desta data, que cada dia mais movimenta o varejo digital, então a primeira questão é como usá-la corretamente. Para isso, vale lembrar do porquê ela foi criada no mercado americano, onde teve origem, que foi para zerar os estoques de mercadorias encalhadas ou com baixo giro para liberar espaço a produtos com maior apelo e margens de lucro, fazendo valer as vendas de natal das semanas seguintes.

É essencial que os empreendedores nacionais explorem esta data para vender os produtos que melhor lhe convenham, nos quais seja absolutamente útil e viável torrar as margens, inclusive para se tornarem tão atraentes quanto a data comercial exige, que normalmente pedem descontos superiores a 20% para movimentarem os consumidores. Uma vez compreendido o ponto acima, então agora podemos partir para o plano de ataque ao resultado.

Uma das práticas que mais recomendamos é estender o período de ofertas promocionais para a semana toda que se inicia na Black Friday e não apenas deixá-las ativas na sexta-feira em si. Assim, é possível otimizar o apelo promocional, dando tempo para a base de clientes reagir às ofertas das diversas categorias e combinações de produtos possíveis e potencializando os resultados ao máximo.

Outra prática que sempre traz um resultado interessante é a pré-venda na semana anterior, em que a base de clientes mais ligada a oportunidades já é estimulada para adquirir ou reservar os produtos que tem maior interesse. Assim, não só estende o período promocional para otimizá-lo, como também já testa a aderência das ofertas em termos de preço, produto e abordagem para a efetiva semana da Black Friday que logo terá inicio.

Uma outra boa sugestão é a de integrar a iniciativa às redes sociais em que atua, buscando sinergia com a atratividade inigualável da Black Friday para explorar o velho e bom clichê da contagem regressiva, estimulando esta base que normalmente é mais difícil de converter comercialmente sem apelos tão grandes. Lembrando que a mesma estratégia não é tão boa junto à base ativa, pois faz com que muitas vezes “aguardem a data” e acabem comprometendo a eficiência da venda no período anterior a ação.

Pra fechar as recomendações, mesmo não sendo necessariamente uma medida de ampliação de venda no período, vale sempre lembrar que esta é a hora ideal para criar uma base de clientes apartada, que se mostra mais oportunista e suscetível a estímulos promocionais para ações futuras, que tenham o mesmo propósito de otimizar o giro do estoque e melhorar a eficiência comercial no planejamento de vendas durante o ano. E também é claro que, uma vez que se tratam de produtos frequentemente com grade furada, ou sem profundidade, o ajuste nas ofertas precisa ser muito ágil, para evitar frustrações desnecessárias no consumidor, além de desperdício nos esforços de comunicação. Entendendo isso, é só vender. Mas para o restante desejo muita sorte, pois se optarem por não investir tempo em planejamento, certamente vão precisar.

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